Pimenta projeta pressão no Senado para pautar fim da escala 6×1
Líder do Governo na Câmara dos Deputados, o Deputado Federal Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou nesta quarta-feira, 29, que está otimista em relação ao bom andamento do diálogo na comissão especial que vai debater a flexibilização da jornada 6×1 na Câmara.
“Eu entendo que existe uma condição política muito favorável principalmente na Câmara. No Senado é outra realidade, mas a aprovação na Câmara vai gerar uma pressão social e será difícil para os senadores não enfrentarem essa matéria”, afirmou durante encontro na Casa ParlaMento, em Brasília.
O governo enviou ao Congresso um projeto de lei com urgência constitucional sobre o tema, que ficou em segundo plano. A criação do colegiado foi anunciada pelo Presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para a construção de uma proposta a partir de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs), cuja admissibilidade foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Segundo Pimenta, a promulgação de uma PEC tira da política a possibilidade de construção de entendimento uma vez que é totalmente impedida a incidência de veto presidencial. “Se a PEC tiver dificuldade, ela aumenta a pressão para o projeto de lei ser analisado”, observou.
Polarização
Sobre o cenário eleitoral, Pimenta, que foi Ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) na metade inicial deste terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reforçou o caráter de polarização de mais uma disputa presidencial.
“Conheço muito poucas pessoas que votaram no presidente Lula nas outras eleições e que estão alinhadas hoje com a outra candidatura. Conheço poucas pessoas que votaram no Bolsonaro e que estão alinhadas com o presidente Lula”, afirmou.
Na avaliação de Pimenta, que é pré-candidato ao Senado Federal, o estado do Rio Grande do Sul é um dos poucos em que a polarização não absorveu o campo político do estado. Sobre o desenho da disputa de outubro, Pimenta vê bons nomes despontando para o Senado, e citou nominalmente dois parlamentares da direita, Ubiratan Sanderson e Zucco — ambos do PL — como competitivos.
“Em vários estados, os partidos políticos ou coligações têm apresentado dois nomes fortes para o Senado. Oito anos atrás acontecia diferente, aparecia somente um nome forte”, analisou.
