O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta terça-feira (29), em São Paulo, que acredita em uma governança de longo prazo para o País.
“Não é uma só gestão que vai mudar o Brasil. Precisamos de algumas boas gestões em sequência para corrigir os erros. Na Ásia, isso demorou duas gerações”, disse ele, que garantiu a continuidade da campanha até a conclusão da eleição, negando rumores de uma eventual desistência da candidatura.
O ex-Governador de Minas Gerais considera como prioridade a criação de novas regras para a indicação de ministros para compor a Suprema Corte, como ter no mínimo 60 anos de idade, longa carreira de atuação no Direito sem qualquer vinculação político-partidária e o comprometimento permanente com uma agenda de combate à corrupção.

Atração de investimentos
Zema afirmou aos presentes que o mundo está passando por uma onda de investimentos no setor de data centers e que o Brasil age ainda de forma tímida nesse novo mercado.
Sancionada neste mês, a lei que institui regime especial de tributação para empresas do setor cria diversos mecanismos de incentivo ao desenvolvimento de cadeias tecnológicas da indústria 4.0.
“Na minha opinião, se você está trazendo algo novo que carrega consigo mão de obra qualificada, o País deveria tirar todos os tributos, para incentivar esse mercado. Um empreendimento atrai outros empreendimentos”, afirmou o candidato.
O candidato do Partido Novo à Presidência também expôs sua proposta para aumentar a demanda e a oferta de mão de obra. Ele defende uma nova modalidade de contratação em que as empresas e os contratados poderão firmar um acordo por horas trabalhadas, desde uma hora semanal, até quanto for acordado.
Para Zema, a proposta cumpre o objetivo de incentivar jovens estudantes a trabalhar e resolveria a falta de leis para os chamados “bicos”.