Um dos nomes mais expressivos da direita nos últimos anos, a Senadora Tereza Cristina, do Progressistas, enxerga uma “tempestade perfeita” sobre o agro atualmente. Segundo ela, fatores externos somados a questões internas, como a taxa de juros, prejudicam a atividade.
“Nós temos juros muito altos. Enquanto o governo que vier — seja quem ganhar a eleição — não resolver esse problema, todo o setor produtivo terá este problema. O Brasil já entrou num desinvestimento por conta desse juros que ninguém aguenta”, ponderou ela durante almoço realizado em Brasília nesta quarta-feira, 12.
“Quando você importa com dólar alto é complicado, e exportar com dólar baixo também é complicado. Quando você desequilibra isso, você tem problema”, completou.

Estimativas apontam que o ano de 2026 terá a maior safra de commodities do agro brasileiro. No entanto, para ela, o setor deve passar por “uma freada brusca” nos próximos anos devido às mudanças climáticas, recuo no Seguro Rural e falta de investimentos públicos. Nesta terça-feira, 11, o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) foi aprovado no plenário do Senado. O texto, cuja relatoria foi de Tereza Cristina, prevê incentivos para novas plantas de fábricas de fertilizantes ou expansão e modernização das atuais.
Resposta ao tarifaço
Ainda no âmbito da economia, a senadora criticou a forma com que o Brasil tem respondido às tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos diante de alguns grupos de produtos brasileiros.
“Nós estamos negociando pontualmente e não levando uma proposta, como a Europa, Japão e outros países fizeram. Temos que sentar à mesa e dizer: ‘Você quer me tirar o açúcar, eu vou te tirar isso’. […] Eles são superavitários conosco”, explicou.
Peça-chave nas articulações que envolvem projetos com impacto direto na produtividade do País, a parlamentar de Mato Grosso do Sul, que chegou a ser cogitada como vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), reforçou aos presentes na Casa ParlaMento que tem trabalhado com a perspectiva de se tornar presidente do Senado Federal na próxima legislatura.
“Meu projeto é no Senado, a gente trabalha para ser — talvez seja muita ousadia minha — a primeira mulher presidente do Senado. E eu não quero disputar uma outra eleição, eu quero encerrar a minha vida política e dizem que a gente sempre tem que encerrar por cima”, afirmou.
