Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho defendeu uma agenda de reformas na noite desta terça-feira, 10, em encontro realizado na Casa ParlaMento, em Brasília. Ele destacou que o ajuste fiscal conta com atenção especial do grupo político que, segundo as últimas pesquisas, têm se colocado como principal candidatura de oposição ao governo.
“O tesouraço é uma disposição do futuro governo. É um convencimento do Flávio e de quem compõem a equipe de que a carga tributária é excessiva e o País é muito burocratizado. Cria-se dificuldade para vender facilidade”, afirmou. “O orçamento precisa ser reorganizado, redefinido, renegociado”, descreveu.
“Há uma experiência acumulada. Nós, do PL, erramos e acertamos. Nós temos um laboratório, passamos quatro anos no governo. Sabemos que deu certo e o que deu errado”, defendeu.

Segundo Marinho, a irresponsabilidade no campo econômico e a falta de compromisso com a saúde das contas públicas está escancarada no cenário atual, principalmente pela falta de coerência na política econômica. Como consequência da política expansionista do governo, as altas taxas de juros levam à quebra de expectativa da população. Uma agenda de reformas seria, portanto, urgente e indispensável para o desenvolvimento sustentável do País.
“A taxa Selic é aquela figura de um barco no meio do rio, em que a política monetária rema para um lado e a política fiscal rema para o outro e, no fim, o barco quebra no meio”, ilustrou.
Cenário eleitoral
O maior exemplo da desilusão dos brasileiros, na análise de Rogério Marinho, está na região Nordeste, que concentra mais de 43 milhões de eleitores e corresponde a mais de 27% do eleitorado total. Na última eleição presidencial, Lula obteve votação expressiva na região, o que ajudou o atual presidente a construir a vantagem que o levou ao terceiro mandato. Segundo Marinho, o cenário atual, projetado pelas pesquisas, é de um melhor desempenho na região.
“Das regiões do País, é onde a mudança é mais perceptível. No segundo turno, a diferença era de 30% ou 31%. Isso já caiu para pouco menos da metade. Hoje, no Nordeste, há um desapego cada vez maior, uma desesperança e uma frustração de expectativas”.
Na região Sudeste, o estado de Minas Gerais é foco de atenção e de otimismo. Marinho prevê que o PL elegerá 20 deputados federais no estado, e para isso contará com a força de Nikolas Ferreira, cujo potencial de votos, na visão do coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, chega a 2 milhões de votos.
“Em Minas, a gente sabe que não pode errar. Estamos preocupados de forma positiva. Temos uma equação boa de se resolver”, descreveu. “A juventude hoje mudou, virou. O segmento que é mais favorável ao atual presidente é acima de 55 anos. O público mais jovem é de direita”, completou.
