Aos olhos do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o único cenário possível para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 é o da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Durante encontro com nossos associados na segunda-feira, 23, o líder avaliou as perspectivas para o ano eleitoral e defendeu a vitória nas urnas como objetivo final.
“Nós precisamos ganhar a eleição. Nós vamos fazer maioria no Senado. Mas se não fizermos o presidente da República, nós não conseguiremos eleger o presidente do Senado. Máquina é máquina, é muita força. Nós temos que alterar isso para colocar o País no eixo”, declarou.
Costa Neto garante que a prioridade do momento — a ser perseguida também por Flávio Bolsonaro — é a apresentação de propostas econômicas para o Brasil. O presidente do PL destacou que o senador deverá buscar uma figura de apoio que desempenhe papel similar ao de Paulo Guedes no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Ele precisa ir atrás dessas pessoas para poder mostrar, fazer propostas na economia que tenham resultados futuros, que o cidadão possa enxergar. Porque se não fizermos isso, nós vamos ter dificuldade de deslanchar”, alertou.

Na mesma ocasião, o presidente nacional do União Brasil, Antonio de Rueda, defendeu que não há viabilidade em um caminho pela terceira via. “Nós teremos uma eleição muito acirrada, e existe um sentimento de rejeição muito grande, tanto por parte da esquerda como da direita. Eu não consigo ver um candidato da terceira via transpor o desafio do segundo turno. O Flávio se consolidou muito e o Lula também. Então hoje, para mim, essa eleição é de quem erra menos”, ponderou.
Ao refletir sobre a herança do capital político de Jair Bolsonaro, Costa Neto acredita que Flávio conta com algumas vantagens além do sobrenome da família. Segundo ele, o senador “é equilibrado, preparado, tem carisma e prestígio no Rio de Janeiro, que é um estado importantíssimo para nós”. E acrescentou: “Bolsonaro tinha mais dificuldade, um destempero que o filho não tem. O Flávio tem tudo para fazer um governo melhor que o pai.”
Escala 6×1
Questionados sobre o impacto que o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 de trabalho terá sobre as campanhas eleitorais, os presidentes nacionais do PL e do União Brasil reiteraram críticas ao texto, reforçando o empenho em travar a tramitação da proposta.
“É o que nós pretendemos fazer, trabalhar com o presidente da Câmara e segurar isso aí na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que é onde vai ser a guerra. Vamos trabalhar para isso”, destacou Costa Neto.
Para Rueda, se a proposta for a plenário, será “avassaladora”. “Eu tenho uma posição pessoal que eu vou defender junto à minha bancada. Isso é um desatino para a economia. Imagina, quanto é que vai custar isso para a gente? Inflação na veia. E isso vai ser precificado. Quem vai pagar essa conta é o consumidor. Então, em todos os setores, vamos ser onerados”, afirmou Antonio de Rueda.
