Boa notícia para o setor de serviços, um dos mais atingidos pelas restrições impostas pela pandemia: depois de dois meses de taxas negativas, o setor cresceu 2,4% entre outubro e novembro do ano passado, mais do que a taxa de fevereiro de 2020, ou seja, no período pré Covid. De acordo com o IBGE, que divulgou a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) esta semana, o resultado se iguala ao de dezembro de 2015, colocando o setor no maior patamar dos últimos seis anos. Já a taxa de crescimento acumulado (janeiro a novembro de 2021) foi de 10,9%.

A expansão é liderada por serviços de informação e comunicação, que tiveram aumento de 5,4%, número 13,7% acima do índice de fevereiro de 2020. Impulsionadas pela pandemia, as empresas de TI são responsáveis pela maior fatia desse avanço com a mais alta taxa de crescimento desde janeiro de 2018. “Nessa atividade, se sobressaem, principalmente, os segmentos de portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca da internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares e consultoria em tecnologia da informação”, explicou Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE ao site da Agência Brasil.

O segundo impacto positivo vem da área de transportes, que cresceu 1,8%, recuperando o resultado ruim dos dois meses anteriores. Esse número foi impulsionado por transporte aéreo de passageiros, correio e transporte rodoviário de cargas. Apesar de ainda estar abaixo do patamar pré-pandêmico, o setor de turismo também mostra sinais de recuperação: cresceu 4,2% em novembro de 2021 e teve 57,5% de ganho acumulado.

Resta saber o impacto que a ômicron terá no resultado deste ano. O alerta vem dos analistas da Confederação Nacional do Comércio de Bens e Serviços (CNC), para quem o impacto da nova variante sobre o setor de serviços poderá ser sentido nos índices de dezembro de 2021 e de janeiro de 2022.

Setor de serviços em números

 

- Responde por 73% do PIB nacional
- É o maior empregador do Brasil
- Cresceu 2,4% entre outubro e novembro de 2021 (4,5% acima do período pré-pandemia)
- Crescimento acumulado de 10,9% (janeiro a novembro de 2021)