A Statista é uma plataforma online que fornece informações sobre economia digital, desenvolvimento industrial, mercados de consumo e tendências macroeconômicas. Alguns de seus dados demonstram que a Apple e a Microsoft foram as duas maiores empresas do mundo em 2021, com uma capitalização de mercado (market cap) de US$ 2,9 e 2,5 trilhões respectivamente.

Seus dados também sugerem que é possível realizar estimativas sobre o ano em que essas duas empresas alcançariam os US$ 5 trilhões: a Apple em 2028 e a Microsoft em 2035.

Esse contexto trilionário poderia motivar mais profundamente os empreendedores brasileiros no sentido de, pelo menos, acompanhar mais de perto a corrida dos US$ 5 trilhões.

As estimativas da Statista mostram que a Apple deve continuar liderando essa corrida, ultrapassando a marca dos US$ 10 trilhões em 2043. Em termos de cultura empresarial e capacidade de inovação, isso significa que a Apple está uma década à frente da Microsoft. Apesar de serem apenas estimativas, que podem ser drasticamente alteradas pelas consequências geoeconômicas e geopolíticas da guerra na Ucrânia, por exemplo, o cenário é, no mínimo, desconcertante: como é possível que apenas duas empresas de tecnologia alcancem valores de capitalização de mercado tão elevados?

Parte da resposta para essa pergunta está na própria história da Apple e da Microsoft, que começou a ser escrita no final da década de 1970, durante o início da era dos Personal Computers (PCs), e está intimamente ligada à personalidade de Steve Jobs (Apple) e Bill Gates (Microsoft).

Os 2 são responsáveis pelas maiores revoluções tecnológicas da virada do século 20 para o século 21. Nascidos no mesmo ano (1955), eles cultivaram uma relação de amizade, discordâncias, foram aliados e adversários, e dependeram um do outro para o extraordinário sucesso de suas empresas. Ninguém que deseje compreender os fundamentos mais profundos do Capitalismo contemporâneo pode ignorar a complexa e inquieta relação entre esses dois gênios.

Em outras palavras: as duas empresas que em 2022 lideram a corrida rumo aos US$ 5 trilhões estão há mais de 40 anos lutando diariamente para progredir na inovação.

A partir desse contexto de tão grande riqueza conceitual, como o Brasil, com suas várias dificuldades estruturais, pode encontrar caminhos para desenvolver um mindset inovador mais amplo, e tentar propor alguma solução criativa capaz de despertar o interesse das trilionárias Apple e Microsoft?

Essa é uma pergunta cuja resposta talvez precise ser gradativamente construída pelos políticos e empresários brasileiros, através de uma grande soma de esforços e da construção de uma visão unificada sobre o que efetivamente desejamos para o futuro do Brasil.