Desde 2017, o Brasil tenta se tornar membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Finalmente, a entidade aceitou o convite para negociarmos nossa entrada nesse seleto grupo, que é chamado de “clube dos países ricos”.

A OCDE existe desde a década de 1960 e seus membros têm como objetivo “construir políticas melhores, para vidas melhores”. A organização possui grande relevância no cenário internacional e seu trabalho envolve diálogo constante com governos, associações sociais e instituições acadêmicas de todo o planeta.

Para se tornar membro, o Brasil precisa passar por um crivo rigoroso que vai avaliar com lupa suas políticas e alinhamento às boas práticas internacionais. O sinal verde definitivo depende do consenso dos 38 países-membros da OCDE, dentre eles Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido. Depois que as negociações forem iniciadas, o processo dura pelo menos dois anos. 

Nesse meio tempo, o Brasil precisa aderir às 251 normas estabelecidas pela OCDE – até agora, já foram adotadas 103.  Esse trabalho já vem sendo feito antes mesmo da chegada da carta-convite.

Ser membro da OCDE significa, entre outras coisas, ter influência em discussões sobre políticas públicas de ponta e no desenvolvimento de soluções para desafios globais - sem falar no fortalecimento da imagem do País no exterior. O Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Brasil está pronto para fazer parte desse clube.