• nov | 2025
  • Redação

Segurança pública e jurídica como ingredientes para o crescimento

No segundo dia do Seminário Esfera Rio de Janeiro 2025, realizado neste sábado, 29, especialistas e autoridades fizeram alertas sobre o peso de mecanismos de fortalecimento da inteligência financeira para enfraquecer o crime organizado, entre outras formas de conter o avanço de organizações criminosas. 

“O governo federal tem um papel muito relevante nisso que é desestruturar essas cadeias, do ponto de vista da lavagem de dinheiro, da atuação prática e da desarticulação dessa logística do crime organizado”, apontou o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho.

No campo normativo, o secretário especial da Casa Civil, Marcelo Weick, defendeu o avanço de matérias legislativas enviadas ao Congresso Nacional pelo governo, como a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção. O secretário teceu críticas à aprovação deste segundo projeto na Câmara, acrescentando que o Executivo fará esforço para que seja resgatada a redação inicial do projeto durante a tramitação no Senado. “Da forma como saiu da Câmara, o projeto ainda está muito tímido”, observou.

A conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Renata Gil, defendeu as operações policiais, enquanto o advogado tributarista Luiz Gustavo Bichara alertou para as operações comerciais do crime organizado: “o Pix e as fintechs têm que ser controlados. Todo mundo está vendo que fintech e criptomoeda é o doleiro dos anos 1990”. Para Bichara, a aprovação do projeto do devedor contumaz é urgente.

Já o secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor dos Santos, destacou o desafio de transformar a melhora dos indicadores de segurança no estado em percepção social: “segurança é um sentimento”. Para ele, é necessária a retomada territorial permanente de comunidades ocupadas por grupos faccionados: “o monopólio da força é do estado. O criminoso tem que temer o braço do estado”.

Ambiente econômico

No contexto econômico, o presidente do Conselho de Administração da Esfera Brasil, João Camargo, citou estudo lançado pelo Instituto Esfera, sobre causas e consequências das altas taxas de juros nos países emergentes, e resumiu o sentimento dos representantes do setor produtivo.

“Nós temos que pensar na qualidade do nosso País; voltar a ter investimento do setor privado. A função do governo é regular o setor privado”, afirmou. 

O deputado federal Danilo Forte (União-CE) defendeu reduzir subsídios ineficientes ao setor privado e reforçou que “o Brasil precisa subsidiar a inovação”. Ele afirmou também que o País vive “um problema seríssimo” de insegurança jurídica e comemorou a aprovação do marco do licenciamento ambiental, afirmando que o texto é chave para destravar projetos no País.

Roberto Ardenghy,  presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), chamou atenção para o risco de “apagão de mão de obra” no setor de óleo e gás, com dependência de profissionais estrangeiros caso não haja política de capacitação nos próximos anos.

Em outra frente, o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, destacou o avanço recente nos investimentos, e defendeu reduzir custos logísticos e energéticos. “O Estado é essencial para o setor produtivo”, afirmou.

E na busca por pontos convergentes na atual conjuntura econômica, o deputado federal Rubens Pereira Júnior recomendou que a classe política aprofunde o diálogo com o propósito de fazer o País avançar em compromissos que reflitam em melhora da produtividade.

Mercado de esportes

Durante o seminário, o setor esportivo foi tratado como fronteira de expansão econômica e instrumento de inclusão social. Christian Mutzig, sócio da LiveMode, afirmou que “o dinheiro do mundo está migrando para o esporte” e que a capacidade de atrair audiência explica o movimento global.

Hazenclever Cançado, presidente da Loterj, classificou o esporte como “o maior veículo de união e convivência” e lembrou que o resultado do mercado mundial de esportes deve chegar a 500 bilhões de dólares este ano.

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