• nov | 2025
  • Redação

Segurança pública como pilar para o turismo e o crescimento

A segurança pública e o combate ao crime organizado foram temas da abertura do Seminário Esfera Rio de Janeiro 2025, na noite desta sexta-feira, 28. O assunto voltou ao centro do diálogo entre gestores públicos e tornou-se terreno de disputa política, conforme avaliou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, em sua fala inicial aos presentes.

“O Brasil está vivendo mais uma vez um debate sem sentido na segurança pública. Há disputa de protagonismo no tema agora, muito a partir da operação realizada no Rio de Janeiro que resultou nas mortes no Complexo da Penha”, disse.

Para o prefeito, a operação realizada em outubro foi ação necessária para combater parte do domínio territorial de uma facção sobre a comunidade em questão. Ele também ponderou a relevância das operações contra a inteligência do crime organizado, e demonstrou apoio a investigações em grandes centros financeiros do País.

“Chegou a hora do Brasil tratar a criminalidade com operações que, com inteligência, identificou essa turma que se traveste de homens e mulheres de negócio, que na verdade estão lavando o dinheiro do crime. Mas em paralelo é inaceitável que a gente não combata essa criminalidade absurda”.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, por sua vez, diz que o tema é caro ao governo Lula e colocou a prevenção como eixo central para qualquer avanço sustentável. “Ninguém nasce e entra para o crime organizado”, diz. Para ele, a redução da desigualdade e extrema pobreza são tão fundamentais quanto fortalecer a repressão e os investimentos nas instituições de segurança, como a Polícia Federal.

Ao comentar os impactos da COP30, Sabino destacou que o evento ajudou a romper a “crise de vira-lata” e contribuiu para um novo patamar de confiança internacional, o que também influencia políticas de desenvolvimento e inclusão. Ele lembra ainda que, este ano, o Brasil já alcançou a marca recorde de 8 milhões de visitantes, reforçando o potencial econômico de um setor diretamente afetado pela segurança pública.

O prefeito relembrou que, apesar dos holofotes, o Rio de Janeiro é a 20ª capital com maior índice de violência do País. “Estamos falando de uma cidade que tem uma atenção especial e acaba ecoando de uma maneira mais enfática. Tem 19 capitais mais violentas”, completou.

Diante das avaliações de Paes e Sabino, a abertura do seminário expôs as fricções quanto aos possíveis caminhos para enfrentar a criminalidade no País — entre operações de inteligência, reestruturação urbana, políticas sociais e definição clara das responsabilidades entre União, estados e municípios. 

A segurança pública, concluíram os participantes, exige coordenação, investimento contínuo e a disposição de superar disputas políticas em favor de soluções estruturantes, condição indispensável para que o Brasil avance na reconstrução do direito de ir e vir e em cidades que sejam mais seguras.

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