
Em sua fala no painel de abertura do 4º Prêmio Mulheres Exponenciais, a secretária nacional de Mudança do Clima no Ministério do Meio Ambiente e CEO da COP30, Ana Toni, comentou a mudança que afetou o cenário internacional, após os Estados Unidos decidirem sair do Acordo de Paris – tratado que visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e combater as alterações climáticas.
“Infelizmente, isso já aconteceu antes, no último governo do presidente Trump. Obviamente, os EUA são um país importantíssimo, com muita tecnologia, que traz recursos não só para o próprio território, mas para o exterior. Agora, essa foi uma opção do governo federal dos EUA. No acordo de Paris, nós temos 198 países. Um saiu, mas 197 estão comprometidos em fortalecer o multilateralismo climático”, garantiu.
A secretária também reconheceu o desafio de sediar a COP em Belém, no Pará, mas reforçou a importância por trás de realizar a conferência no coração da Amazônia. “Se uma COP, que é a reunião mais importante de sustentabilidade, não pode ser sediada no lugar que é o símbolo da sustentabilidade, então deve ter algum problema com a COP, e não com este lugar”, ponderou.

Toni acredita que a COP30 em Belém tem potencial para se tornar um símbolo da importância do multilateralismo climático e reforçou que a mudança do clima só será resolvida se todos os países participarem. “Eis um tema que não tem outra solução a não ser por meio de uma concentração internacional para solucioná-los”, avaliou a secretária. “Trago aqui a mensagem do mutirão pela ação climática, que estamos lançando como presidência da COP. E a ação climática a gente faz todos os dias, em todas as nossas escolhas.”
Compromisso
O evento realizado na noite da última segunda-feira, 31, em São Paulo, teve como foco as iniciativas de mulheres em prol do Brasil, nos âmbitos público e privado. A premiação contemplou as atuações nas categorias Inovação e Tecnologia, Compromisso Público, Empreendedorismo, Gestão Pública, Educação, Sustentabilidade e Impacto Social.
Na ocasião, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, ressaltou o compromisso da instituição em executar as políticas do governo federal e “dar o exemplo” para outras empresas.
“Fico muito feliz em dizer que, se no mundo serão necessários 164 anos para que as mulheres consigam a igualdade de gênero, no Banco do Brasil, em 2030, nós vamos alcançar isso. Em 2025, alcançamos 30% de mulheres em cargos de liderança, e já somos metade do quadro do banco. Mas para 2030, nossa ambição é termos 50% de mulheres em cargos de liderança”, revelou.
A presidente acrescentou, ainda, que “diversidade gera diversidade”, e que é necessário agir com intenção a fim de gerar as mudanças desejadas. Em 2024, o Banco do Brasil concedeu quase R$ 70 bilhões em crédito para empresas e microempresas que têm mulheres na liderança.
Homenagens
Em um momento que teve como propósito valorizar a pessoa com Síndrome de Down, Jamille Rosa, cabeleireira, maquiadora e influenciadora, foi homenageada no palco do 4º Prêmio Mulheres Exponenciais, uma referência ao Dia Mundial da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março e sempre lembrado durante nossa premiação anual para mulheres de impacto.
Além disso, durante o evento, foram entregues as seguintes premiações:
Inovação e Tecnologia: Ana Estela Haddad, secretária nacional de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde;
Compromisso Público: Mayara Noronha, primeira-dama de Brasília e conselheira de Políticas Públicas do Distrito Federal;
Empreendedorismo: Karla Marques, vice-presidente do Grupo Cimed;
Gestão Pública: Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos;
Educação: Lilian Esteves, conselheira do Instituto de Tecnologia e Liderança (Inteli);
Sustentabilidade: Ana Toni, secretária nacional de Mudança do Clima no Ministério do Meio Ambiente e CEO da COP30;
Impacto Social: Alcione Albanesi, fundadora da ONG Amigos do Bem.
