• abr | 2026
  • Redação

Concorrência partidária, convergência institucional

A necessidade de reformas estruturais e o diagnóstico sobre o momento político e econômico do País foram temas centrais do diálogo entre Gilberto Kassab e Edinho Silva, presidentes nacionais do PSD e do PT, respectivamente, durante encontro com nossos associados na noite de quinta-feira, 9, em São Paulo. Embora partam de visões distintas sobre o cenário eleitoral de 2026, ambos convergiram na avaliação de que o Brasil enfrenta entraves institucionais e desafios que exigem mudanças robustas.

Kassab enfatizou que o eixo central de uma eventual mudança de rumo passa pela reorganização do Estado. Para ele, a melhoria dos serviços públicos depende menos de aumento de arrecadação e mais de eficiência. “Não podemos continuar financiando o Estado com aumento de carga tributária. É preciso gastar melhor”, avaliou, ao citar também a necessidade de modernização do Judiciário e do sistema político, com defesa do voto distrital.

O presidente do PT concordou com a necessidade de reformas. “As pessoas falham, por isso precisamos de instituições fortes”, pontuou. “O atual modelo político-eleitoral do Brasil está falido. Precisamos de reformas, de uma agenda de País, porque a sociedade precisa votar em projetos, e não em pessoas.”

“O Brasil precisa de reformas profundas. O Estado é muito grande e precisa liberar recursos para investimento”, reiterou Kassab, ao defender uma agenda de ajuste que passe pela reforma administrativa e pela redução do tamanho da máquina pública.

Edinho Silva, por sua vez, adotou tom mais otimista sobre o cenário atual. “O Brasil vive uma janela de oportunidades talvez única neste século, diante da conjuntura internacional”, disse, ao destacar o papel do País em temas como transição energética e a reorganização econômica global.

Corrupção e confiança institucional

A percepção de aumento da corrupção foi ponto de convergência. O presidente do PSD destacou que o tema voltou ao centro do debate público. “Hoje não há conversa no País em que a corrupção não seja discutida”, reforçou. Ele defendeu maior transparência e mecanismos de controle, argumentando que o avanço tecnológico permite ampliar a fiscalização dos gastos públicos.

Edinho Silva reconheceu o problema e classificou o momento como de “crise política importante”, mas reforçou que a saída deve ocorrer dentro das instituições. “Não há solução fora da democracia”, afirmou, ao criticar propostas que sugerem o enfraquecimento de Poderes.

Eleições

No cenário eleitoral, Kassab reforçou a aposta do PSD no pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado, em uma alternativa ao que classificou como polarização. “É importante que o País tenha uma opção que ainda não governou”, disse.

Edinho Silva lembrou os resultados das gestões petistas e defendeu a continuidade do projeto liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citando avanços em infraestrutura, programas sociais e crescimento econômico. Ele reforçou, contudo, que não há mudança sem diálogo: “Onde não se conversa, não se constrói consenso”, resumiu.

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